Operação Sisamnes avança e ministro do STJ passa a ser investigado por suspeita de venda de decisões

A Operação Sisamnes avançou com a autorização de uma investigação formal contra o ministro do STJ Moura Ribeiro. A apuração foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin e envolve decisões atribuídas ao gabinete do magistrado.
A Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e ganhou repercussão no Tocantins após a prisão do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, avançou e passou a alcançar diretamente um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin autorizou a abertura de uma investigação formal da Polícia Federal contra o ministro do STJ Paulo Dias de Moura Ribeiro. A apuração busca esclarecer suspeitas relacionadas a decisões atribuídas ao gabinete do magistrado.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, investigadores analisam possíveis relações entre decisões judiciais e pessoas apontadas como integrantes ou relacionadas ao suposto esquema de negociação de decisões. A apuração também envolve movimentações financeiras e possíveis vínculos entre pessoas ligadas ao caso.
Moura Ribeiro afirmou, por meio de sua assessoria, que desconhece a existência de uma investigação formal contra ele e negou qualquer envolvimento com práticas ilícitas. A defesa de outros investigados também contesta as suspeitas e afirma que não há provas de crimes cometidos pelo ministro.
A investigação autorizada por Zanin representa um novo desdobramento da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de venda de decisões judiciais e possíveis vazamentos de informações. O caso ganhou destaque no Tocantins em 2025, quando o prefeito de Palmas foi preso em uma das fases da operação.
As investigações continuam, e a inclusão formal de um ministro do STJ como alvo amplia o alcance da operação e pode resultar em novas diligências e medidas judiciais.



