Pai e madrasta de menino de 3 anos são presos em Palmas após laudo apontar homicídio com múltiplas agressões e violência sexual
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/A/k/DB54XdS12k2wbwEwPdAQ/foto-e-montagem-vertical-76-.jpg)
O pai e a madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foram presos preventivamente em Palmas. O caso ganhou novos rumos após o laudo do IML concluir que a criança morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual, descartando a hipótese de afogamento. A Polícia Civil continua investigando o caso.
A Polícia Civil do Tocantins prendeu, na madrugada desta quinta-feira (6), o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, pai do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, e a companheira dele, Kathellen Moreira. O casal é investigado pela morte da criança, ocorrida em Palmas, após um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar que o menino morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual, descartando a versão inicial de afogamento.
As prisões preventivas foram cumpridas um dia após a Polícia Civil solicitar a medida à Justiça. Desde o início da investigação, equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) monitoravam os investigados, que estavam hospedados na casa de um amigo, na quadra 407 Norte, em Palmas.
De acordo com a polícia, a movimentação no imóvel chamou a atenção de moradores, que repassaram informações aos investigadores. Ao perceberem a aproximação das equipes policiais, os investigados acionaram a defesa. O advogado informou que ambos se apresentariam espontaneamente para cumprir os mandados de prisão.
Após os procedimentos legais no Instituto Médico Legal, Igor Gustavo foi encaminhado para a unidade prisional masculina, enquanto Kathellen Moreira foi levada para o presídio feminino.
Laudo desmonta versão de afogamento
As investigações começaram na última segunda-feira (3), quando Igor procurou a polícia informando que o filho havia morrido após um suposto afogamento na piscina da residência onde estava.
Entretanto, o laudo do IML descartou completamente essa hipótese. Segundo os peritos, Gustavo morreu em consequência de intensa violência física, apresentando hemorragia interna, lesões na face, laceração intestinal e diversos outros ferimentos compatíveis com agressões.
Além disso, o exame pericial identificou indícios de violência sexual. Os especialistas classificaram a morte como resultado de "crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões".
Exames complementares foram solicitados para verificar eventual presença de sêmen, álcool ou substâncias entorpecentes, cujos resultados ainda serão anexados ao inquérito.
Vídeo fortalece investigação
Durante as investigações, também veio à tona um vídeo gravado antes da morte do menino. Nas imagens, Gustavo demonstra medo de ir para a casa do pai. Ao ser questionado pela mãe sobre o motivo, responde:
"Porque ele me bate."
Segundo a investigação, os pais da criança eram separados e mantinham disputas judiciais envolvendo guarda e pensão alimentícia.
A advogada da mãe do menino informou que ela já havia percebido que o filho retornava das visitas com machucados, mas temia denunciar de forma mais incisiva por receio das supostas ameaças feitas pelo pai.
Defesa diz que prisão ocorreu de forma voluntária
Em nota, a defesa de Igor Gustavo afirmou que ele colaborou com as investigações desde o início e que não tentou fugir.
Segundo os advogados, após tomarem conhecimento do pedido de prisão preventiva, comunicaram à Polícia Civil que ele permaneceria no local onde estava hospedado e se apresentaria espontaneamente para cumprir a decisão judicial.
A defesa informou ainda que não comentará o mérito das acusações devido ao sigilo das investigações.
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Kathellen Moreira não havia se manifestado.
A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que aguarda os resultados dos exames complementares para concluir o inquérito.



