Policial militar é condenado a mais de 15 anos de prisão por matar jovem após acidente de trânsito em Palmas

Policial militar Alisson Rocha de Barros foi condenado a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão pela morte de Flávio Nunes Leite, em Palmas. A sentença também determinou a perda do cargo público. A defesa informou que recorreu da decisão.
Ex-PM também teve a perda do cargo determinada pela Justiça. Crime aconteceu em fevereiro de 2020, na região sul da capital do Tocantins; defesa informou que já recorreu da decisão.
O policial militar Alisson Rocha de Barros foi condenado a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte do lanterneiro Flávio Nunes Leite, em Palmas, no Tocantins. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (8), durante julgamento na 1ª Vara Criminal da Comarca da capital.
Além da pena de prisão, a sentença determinou a perda do cargo público na Polícia Militar. A juíza responsável pelo caso também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou a expedição imediata do mandado de prisão.
Crime aconteceu após acidente de trânsito
De acordo com as informações apresentadas no processo, o crime ocorreu em fevereiro de 2020, após um acidente de trânsito na região sul de Palmas. Na ocasião, Alisson Rocha de Barros teria atirado contra Flávio Nunes Leite enquanto a vítima se afastava a pé do local.
O lanterneiro morreu em decorrência dos disparos e deixou dois filhos pequenos.
Justiça considerou formação do policial na definição da pena
Ao estabelecer a pena, a juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi considerou a gravidade da conduta e o conhecimento técnico do réu como policial militar, especialmente em relação ao uso proporcional da força e à avaliação de situações de risco.
A magistrada também levou em consideração as consequências do crime para os familiares da vítima, destacando a pouca idade de Flávio.
Segundo a decisão, a avaliação desfavorável da conduta não ocorreu simplesmente pelo fato de o condenado integrar a corporação, mas pelo conhecimento profissional que possuía.
Condenação inclui perda do cargo público
Durante o julgamento, foi informado que o réu teria sido excluído da Polícia Militar por meio de um procedimento administrativo. Entretanto, como não havia documentação oficial comprovando a exclusão nos autos, a Justiça determinou a perda do cargo público como parte da sentença.
A decisão também estabeleceu a execução imediata da pena, conforme o entendimento mencionado pela magistrada sobre a possibilidade de cumprimento de condenações impostas pelo Tribunal do Júri.
A defesa de Alisson Rocha de Barros informou que já recorreu da decisão. O caso segue sujeito à análise dos recursos apresentados pela defesa.



