Justiça determina perícia após defesa alegar insanidade mental de acusada de matar a própria mãe no Tocantins
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Justiça determina perícia após defesa alegar insanidade mental de mulher acusada de envolvimento na morte da própria mãe em Peixe, no Tocantins.
A Justiça determinou que Déborah de Oliveira Ribeiro, acusada de envolvimento na morte da própria mãe, Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, passe por perícia para avaliar a condição de saúde alegada pela defesa. A decisão foi expedida na última segunda-feira (21), pela 1ª Escrivania Criminal de Peixe.
A defesa de Déborah apresentou documentos médicos e alegou que a ré possui um quadro clínico e neuropsiquiátrico complexo. Com isso, os advogados solicitaram a suspensão da audiência de instrução até a realização da perícia.
O pedido de suspensão foi parcialmente rejeitado, mas a Justiça determinou que o interrogatório de Déborah ocorra somente após a apresentação do laudo pericial. A acusada continuará presa na Unidade Penal Feminina de Formoso do Araguaia.
Audiência será retomada em novembro
Parte da audiência de instrução foi realizada na terça-feira (22), quando quatro testemunhas foram ouvidas. Segundo a decisão judicial, os demais depoimentos e interrogatórios foram remarcados para novembro devido à duração dos trabalhos.
Além de Déborah e da irmã, Roberta de Oliveira Ribeiro, também respondem ao processo o marido de Deise, José Roberto Ribeiro, e o genro, Mateus Viana de Oliveira.
Os três deverão ser interrogados no dia 27 de novembro. Após essa etapa, a Justiça deverá analisar se os acusados serão submetidos ao Tribunal do Júri.
Relembre o caso
Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, foi dada como desaparecida e teve o corpo encontrado no Rio Santa Tereza, em 1º de janeiro de 2026.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, a empresária teria sido levada para uma área rural de Peixe, onde foi morta a facadas e posteriormente teve o corpo jogado no rio.
A investigação aponta ainda que as filhas teriam utilizado um celular cadastrado no nome da mãe para enviar mensagens a familiares, com o objetivo de criar a impressão de que Deise havia deixado a cidade por vontade própria.
Segundo a polícia, dados de telefonia e conexões de internet indicariam a presença das duas filhas na região onde o crime teria ocorrido.
O marido de Deise, José Roberto Ribeiro, também foi investigado. Ele chegou a ser preso, mas foi solto em abril e atualmente responde ao processo em liberdade. Conforme a investigação, ele é suspeito de ter apagado mensagens e ocultado o veículo usado para transportar o corpo, mas a polícia informou que não encontrou indícios de que ele tenha participado diretamente do assassinato.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.


