PF realiza operação para localizar Porsche de R$ 372 mil desaparecido após apreensão judicial no Tocantins
A Polícia Federal realizou uma operação em Goiás e São Paulo para localizar um Porsche Macan S avaliado em R$ 372 mil que desapareceu após ser apreendido pela Justiça Federal no Tocantins. O veículo teria sido negociado sucessivamente mesmo estando sob custódia judicial.
A Polícia Federal realizou uma operação nesta quinta-feira (17) para tentar localizar um Porsche Macan S, avaliado em aproximadamente R$ 372 mil, que desapareceu após ser apreendido pela Justiça Federal no Tocantins.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Goiânia e Senador Canedo, em Goiás, e Atibaia, no estado de São Paulo. A Justiça Federal de Palmas também determinou o bloqueio de até R$ 372 mil nas contas de três investigados.
O veículo havia sido apreendido originalmente em 2022, durante a Operação Scelerum Fructus, que investigou um grupo suspeito de fraudar recursos do auxílio emergencial criado durante a pandemia de Covid-19.
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,2 milhão por meio das fraudes e utilizado parte dos recursos para adquirir bens de luxo, entre eles o Porsche Macan S, ano 2017.
Após a apreensão, a Justiça determinou que o automóvel fosse destinado a leilão público. Porém, quando os procedimentos para a alienação do veículo foram iniciados, foi constatado que o carro não estava mais no local onde deveria permanecer.
Veículo teria sido negociado mesmo sob custódia da Justiça
De acordo com a decisão da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Palmas, o Porsche estava sob responsabilidade de uma fiel depositária, que tinha a obrigação legal de conservar o patrimônio e não poderia negociá-lo.
A investigação aponta que o veículo teria sido repassado a terceiros e negociado sucessivamente. Em determinado momento, o automóvel teria sido retirado em Atibaia sob a justificativa de que seria apresentado à Justiça.
Ainda segundo a apuração, o carro teria retornado às mãos de um dos investigados da operação original, que supostamente utilizou documentos civis falsos para readquirir o veículo.
Posteriormente, o Porsche teria sido transferido novamente para outra pessoa, em uma possível tentativa de dificultar sua localização e ocultar o patrimônio.
As circunstâncias são investigadas como possível fraude processual, além de outros crimes que poderão ser atribuídos aos envolvidos conforme o avanço das apurações.
Prisões preventivas foram negadas
Apesar dos indícios apontados na investigação, a Justiça Federal negou os pedidos de prisão preventiva dos três investigados. Segundo a decisão, não estavam presentes os requisitos legais necessários para a adoção da medida.
As diligências foram mantidas sob sigilo com o objetivo de preservar provas e evitar novas tentativas de ocultação do veículo ou de outros bens.
As investigações continuam para localizar o Porsche e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos. Até o momento, os investigados são tratados como suspeitos e poderão apresentar suas defesas no decorrer do processo.



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